Governo se manifesta sobre situação na Ilha de Marajó e cita ações contra a exploração infantil

Date: Feb 23, 2024
Image title: ILHA DE MARAJO, BRAZIL - JULY 30: A general view of one of the Marajo Island rivers amidst the coronavirus pandemic on July 30, 2020 in Ilha de Marajo, Brazil. The UBSF (Basic Fluvial Health Unit) hospital boat offers health care to the riverside population (Ribeirinhos) of Marajo Island, a large delta island bordered by the Amazon River and the Atlantic Ocean in the state of Para. The boat houses a team of 12 health professionals who traverse the island's rivers near the city of Melgaco every month for 10 days. The two-story hospital boat includes one floor with a professional structure for serving the population and one floor with cabins, kitchen and bathroom for health workers and the crew. Health professionals provide dental care, general care, gynecological, emergency and tests for COVID-19. (Photo by Pedro Vilela/Getty Images)
Image credit: Pedro Vilela - 2020 Getty Images
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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania do governo Lula emitiu uma nota na última quinta-feira (22 de fevereiro), se pronunciando sobre as denúncias de exploração infantil e sexual na Ilha de Marajó, localizada no Pará. As acusações vieram à tona após a cantora gospel Aymeê falar sobre o assunto em um reality show musical.


De acordo com a nota do MDHC, desde maio de 2023 a região é amparada pelo programa Cidadania Marajó, com o objetivo de combater situações de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de promover direitos humanos e acesso a políticas públicas.


Desde a exibição do programa "Dom Reality", onde Aymeê denunciou a exploração de crianças e adolescentes na Ilha, diversos vídeos falsos circularam na internet. A cantora emocionou os jurados ao relatar a situação preocupante que ela descreveu na letra da música apresentada.


O programa de governo informa que já foram realizadas três agendas no território de Marajó desde a implantação do programa Cidadania Marajó. Além disso, foram promovidas ações como o trabalho de forças de segurança federais para desarticular redes de exploração, além do investimento em educação e distribuição de alimentos, entre outras medidas.


Diante da gravidade da situação, o Estado planeja a implementação de 260 cisternas em escolas públicas rurais da região do Marajó, com um investimento de R$ 7,3 milhões e início da execução previsto para março de 2024.

Na nota o governo também reforça a importância de não associar a população da Ilha de Marajó apenas à exploração sexual, ressaltando a diversidade e potencial socioambiental da região. Também pede cuidado na divulgação de informações fora de contexto, visando evitar estigmas e agravamento de riscos sociais.