Lilia Moritz Schwarcz é eleita para a Academia Brasileira de Letras |
| Date: Mar 7, 2024 |
![]() |
| Image title: Governo Bolsonaro é “estado de golpe”, afirma historiadora Lilia ... |
| Image credit: bing.com - apublica.org |
| Link: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2024/03/lilia-schwarcz-e-eleita-para-a-abl-e-se-torna-11a-mulher-a-ganhar-titulo-de-imortal.shtml |
|
A historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz foi eleita pela Academia Brasileira de Letras (ABL) para ocupar a cadeira número nove, tornando-se a 11ª mulher a fazer parte da organização desde sua fundação há 127 anos. A eleição aconteceu nesta quinta-feira (7), com 24 votos favoráveis dos 38 acadêmicos aptos a participar da votação. A vaga para a cadeira número nove foi aberta em dezembro passado, após a morte do historiador Alberto da Costa e Silva, especialista em cultura africana. A proximidade afetiva e intelectual entre Schwarcz e Costa e Silva foi um dos fatores que levaram a historiadora a candidatar-se à vaga. A ABL possui uma tradição de preencher cadeiras vagas com nomes cujo perfil seja de alguma forma similar ao de seus antecessores. Schwarcz é uma escritora premiada, tendo vencido o Prêmio Jabuti por pelo menos cinco vezes. Entre suas obras estão "As Barbas do Imperador", "Lima Barreto - Triste Visionário", "Dicionário da Escravidão e da Liberdade", com Flávio dos Santos Gomes, e "Brasil: Uma Biografia", com Heloisa Starling. Além disso, ela é uma das fundadoras da editora Companhia das Letras. A pesquisadora concorreu com outros seis escritores pela cadeira. Telles Ribeiro, conhecido por ser diplomata aposentado e autor de diversos romances, e Ney Suassuna, ex-senador que foi ministro durante o governo Fernando Henrique Cardoso e primo do imortal Ariano Suassuna, são os mais conhecidos entre os concorrentes. A eleição de Lilia Moritz Schwarcz é uma resposta à demanda crescente por uma maior representatividade feminina na ABL. Fundada em 1897 por Machado de Assis, a instituição só passou a aceitar mulheres como membros em 1980, quando a escritora Dinah Silveira de Queiroz foi eleita. Atualmente, a academia conta com a presença de quatro mulheres: Rosiska Darcy de Oliveira, Ana Maria Machado, Fernanda Montenegro e Heloisa Teixeira. Além de suas atividades literárias, Schwarcz também é professora sênior do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP), onde dá aulas, e professora convidada na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Ela também é membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan e do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da República. |