Lula compara ação de Israel na Faixa de Gaza ao genocídio de judeus na Segunda Guerra

Date: Feb 18, 2024
Image title: 18.02.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Coletiva de imprensa. Adis Abeba - Etiópia
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, dia 18, que o que está ocorrendo na Faixa de Gaza não é uma guerra, mas sim um genocídio, comparando as ações do governo israelense ao ditador nazista Adolf Hitler contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A declaração foi dada durante coletiva que encerrou sua viagem à Etiópia. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse ele.

Em sua fala, o presidente criticou fortemente a decisão dos países ricos em parar de fornecer contribuições para a questão humanitária dos palestinos. Ao menos dez países suspenderam seus aportes à agência, depois de denúncias do governo israelense de que integrantes da ONU teriam participado dos ataques terroristas dos Hamas contra civis israelenses no dia 7 de outubro. Ele questionou: "Qual é o tamanho da consciência política dessa gente? Qual é o tamanho do coração solidário dessa gente que não está vendo que na Faixa de Gaza não está acontecendo uma guerra, mas um genocídio?"

Lula ainda questionou quem irá ajudar a reconstruir as casas destruídas e retribuir a vida das pessoas mortas no conflito. Ele ressaltou que esses erros devem ser investigados, mas não deve haver interrupção nas contribuições humanitárias destinadas aos palestinos.

O presidente destacou que não se trata apenas de uma guerra entre soldados, mas também de uma luta entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças. Ele enfatizou a importância de buscar soluções políticas para o conflito e reiterou a necessidade de apoiar o povo palestino que tem sofrido por décadas tentando construir seu próprio estado.

A declaração de Lula foi feita diante da situação crítica na Faixa de Gaza, onde mais de 30 mil pessoas já morreram e cerca de 170 mil ficaram feridas desde março deste ano.